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Correio Braziliense 3 de Agosto de 2010





Critica Almanaque Virtual
por
Herbert Bastos


Ensina-me a Viver é um espetáculo que, acima de tudo, retrata como a vida precisa e deve ser encarada. O espetáculo é uma adaptação do filme Harold and Maude, de Colling Higgins lançado na década de 70. A estética do espetáculo lembra uma obra cinematográfica. Está é uma das propostas de João Falcão, diretor do espetáculo que também fez excelente adaptação do texto para o teatro.

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Arlindo Lopes e Glória Menezes estão juntos em cena vivendo personagens que enxergam a vida de modo completamente diferentes. Harold, personagem de Arlindo, um jovem rapaz que era obcecado pela morte e não gostava da vida que levava até encontrar a personagem de Glória, Maude. Uma mulher de quase oitenta anos que, ao contrário de Harold, tem muita vontade de viver.

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Ensina-me a Viver fala essencialmente de como a vida deve ser vivida e das maneiras como muitos perdem tempo procurando um motivo para viver ao invés de simplesmente viver. Toda essa história é contada com maestria e grande produção. Merecidamente, o espetáculo está um ano em cartaz com grande sucesso de público e crítica

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O Amor
Quando Maude aparece na vida de Harold, ele descobre o que é o amor. Como se Colling Higgins quisesse dizer que somente com muito amor, se aprende a viver e a encarar o ineditismo que a vida nos propõe a cada dia que chega. Elisa Lucinda fala algo parecido com isso em um dos poemas dela, um que ela brinda a vida. "(...) Um brinde ao que nós temos sempre em nossas mãos: A vida inédita pela frente e a virgindade dos dias que virão". Se tiver disponibilidade, não deixe de assistir Ensina-me a Viver.

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