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DESTAQUES DA CRÍTICA
ESPECIALIZADA
“Os quatro críticos do Globo não pouparam elogios. A encenação, segundo eles, leva o público a uma viagem pela magia do teatro com direção precisa e ágil de João falcão, cenografia fundamental e linda, de Sérgio Marimba. São unânimes em apontar a qualidade do elenco com destaque para o casal protagonista com elogios como “atuação primorosa”, segundo Bárbara Heliodora, “comovente”, segundo Tânia Brandão, “rara e valiosa” segundo Stela Miranda”
Editorial – Jornal O Globo – 9/8/08
“A encenação é cuidada e leve. João falcão encontra o tom exato para a mistura de realismo e quase-sonho...
O Elenco está todo em sintonia com o texto. Arlindo tem atuação de ótima qualidade e Glória tem mais uma grande atuação no palco....
A integração dos trabalhos de Arlindo e Glória é impecável e o espetáculo encanta o público com sua qualidade e seu calor”
Bárbara Heliodora – Jornal O Globo – 9/8/08
“A montagem de João falcão é diferente de tudo o que foi visto antes. O diretor investe em um clima lúdico, menos denso. A Maude de Glória Menezes torna-se mais sapeca e o Harold interpretado pelo ótimo e cativante Arlindo Lopes, mais engraçado.
... Mostra, com frescor e vigor que o texto não envelheceu e segue como um manifesto pela liberdade, pela vida, pela alegria e pela valorização da individualidade” Jefferson Lessa – Jornal O Globo – 9/8/08
“Nesta montagem o diretor apostou na teatralidade, no jogo teatral diante do público. ... Glória é Maude em sua plenitude. Sua atuação e comovente. Arlindo tem desempenho requintado. Ilustra com maestria a viagem do sombrio ao amor”
Tânia Brandão – Jornal O Globo – 9/8/08
“A mágica de um romance imortal. Pelas mãos do diretor João Falcão, Ensina-me a Viver surge quase como um teatro mágico. Os truques arrebatam a platéia. Glória nos comove em filigranas de interpretação.
Stella Miranda – O Globo – 9/8/08
A encenação de João Falcão é feliz, pra cima, ágil. Além da interpretação dos atores, os cenários, figurinos e trilha sonora são pontos altos do espetáculo. Montagem de qualidade que equilibra elegância, humor e emoção
André Gomes – Jornal O Dia – 11/8/08
“Um apaixonado tributo à vida numa produção simplesmente imperdível!
A ótima química entre Glória e Arlindo gera risos e lágrimas na platéia.
...Se já achávamos João Falcão um diretor brilhante, agora acreditamos estar diante de um poeta da cena, também capaz de extrair irretocáveis atuações do elenco. Glória e Arlindo formam uma dupla deslumbrante. Ilana Kaplan está irretocável e Augusto Madeira e Fernanda de Freitas dão um show de versatilidade em seus vários papéis. ... a trilha sonora é, sem dúvida, a mais criativa da atual temporada. ....”
Lionel Fischer – Jornal Tribuna da Imprensa – 7/8/08
“Eficácia sem qualquer arranhão! O texto corteja a platéia com uma “Louvação à vida. Pelo sucesso da temporada paulista e pela reação da platéia na estréia no Rio a comunicabilidade do texto não sofreu alteração pelo tempo ” Macksen Luiz – Jornal do Brasil – 8/8/08
“A direção de João Falcão foge das caricaturas e moderniza a trama com trilha sonora descolada e apelo visual cinematográfico. Os protagonistas Glória Menezes e Arlindo Lopes tem química de sobra para fazer rir e, principalmente, emocionar”
Revista Veja S. Paulo- Crítica
“Ensina-me a Viver é indispensável! A difícil tarefa de unir boas gargalhadas e suspiros emocionados foi cumprida com maestria pelo diretor e atores. A mistura entre humor e delicadeza poética resultaram em um espetáculo indispensável não só aos mais sensíveis mas a todos que conservam o sentimentalismo comum ao ser humano”
Diário do Grande ABC - Crítica
“Gloria Menezes impressiona pela delicadeza que dá a Maude transformando-a numa personagem pela qual é impossível não se apaixonar”
Isto É Gente - Critica
“Quão delicada é a história e tão engraçada ao mesmo tempo. Como as situações alternam entre o riso e o suspiro, numa sucessão de humores e recados”
André Laurentino – O Estado de S. Paulo – Artigo
Qual o sentido de estar vivo quando se nasce com a sensação de estar quase morto? Qual o sentido de se apaixonar pela vida, quando se tem apenas a certeza da morte? Existem diferenças entre obsessão e paixão? E qual o limite ou a linha que separa uma da outra?
Ensina-me a Viver discute as relações humanas, os limites estabelecidos pelo próprio sentido da existência e o caminho que escolhemos, seja ele traçado pela vida ou pela própria consciência da morte. A lição presente na genialidade do texto de Colin Higgins é de que se você obedece todas as regras, acaba perdendo a diversão.
A improvável história de amor entre Harold (um senhor de quase vinte anos obcecado pela morte) e Maude (uma jovem de quase oitenta anos, apaixonada pela vida), é a força motora para a discussão da forma como nos relacionamos com a vida e com a idéia de morte. Sensível, inteligente e rico, Harold não conheceu o pai e vive com a mãe indiferente e autoritária. A quase octogenária Maude vive em um teatro, rodeada por margaridas e passarinhos, aproveitando cada segundo de sua existência como se fosse o último. Quando se encontram, a sintonia é imediata. Maude, cheia de alegria e positividade, ensina a Harold os prazeres da vida e da liberdade.
A concepção belíssima, idealizada por João Falcão, nos remete a sensação de que a vida é quase sonho pelos olhos de Maude, em um passeio fascinante pelo lúdico, contrapondo a sensação de semivida cotidiana, em preto e branco, de Harold e sua mãe.
Ensina-me a Viver fala de descobertas e da viagem maravilhosa que pode ser a vida, principalmente para aqueles que nascem quase mortos. A montagem de Falcão utiliza-se de elementos circenses e de uma estrutura narrativa dinâmica, que nos permite embarcar na idéia do sonho e do realismo fantástico. Não é raro ver este tipo de estética, muito presente no cinema, em filmes do diretor Tim Burton como Edward Mãos de Tesoura e Peixe Grande.
O cenário de Sérgio Marimba é uma atração à parte. Com móveis, objetos, esculturas em ferro e tapadeiras em preto, que se movem e transformam o próprio ambiente, nos dando a sensação da cortina que se abre no circo a todo o momento, para que um novo número aconteça. É possível imaginar o palco como um grande picadeiro, onde o diretor é o grande apresentador. Em determinado momento, uma Maude sentada num balanço nos leva à referência da trapezista, que aguarda o momento de brilhar sob o efeito das projeções em cena, um recurso muito utilizado no teatro nos últimos tempos. A montagem tem o efeito esperado e serve como suporte para a concepção.
As atuações são surpreendentes. Glória Menezes, em excelente atuação, constrói uma Maude pouco convencional, cheia de vigor e paixão pela vida. Arlindo Lopes cria um Harold cativante e engraçado. A química entre os dois é fantástica e garante a poesia do espetáculo.
Ilana Kaplan, atriz e comediante da primeira formação do Terça Insana, está memorável em cena como mãe de Harold. Com tempo certo de comédia, dá brilho e cor ao personagem, garantindo o riso e bons momentos do espetáculo.
Fernanda de Freitas e Augusto Madeira surpreendem por sua versatilidade, em atuações consistentes e divertidas. A iluminação de Renato Machado é outro ponto forte de Ensina-me a Viver, dando o toque certo na atmosfera lúdica idealizada. A trilha sonora de Rodrigo Pena contribui com acerto.
Ensina-me a Viver, longe de ser apenas um trabalho belíssimo ou uma boa história contada pelas mãos de um grande diretor, é um espetáculo que nos faz pensar sobre a beleza da vida e sobre as regras que impomos sobre a forma de viver. Ao final do espetáculo, não é raro que o espectador saia do teatro com a sensação de plenitude, em estado de graça, de não ter visto apenas teatro, mas poesia.
Um espetáculo emocionante e indispensável e definitivamente, o melhor de 2008.
Celso Pontara–Guia da Semana Artes e Teatro–Critica