GOTA
D`ÁGUA
Texto: Chico Buarque e Paulo Pontes
Música: Chico Buarque
Direção Geral: João Fonseca
Direção Musical e músicas adicionais: Roberto Bürgel
Elenco:
Joana | Izabella Bicalho
Creonte | Thelmo Fernandes
Jasão | Armando Babaioff
Alma | Maíra Kesten
Egeu | Luca de Castro
Corina | Kelzy Ecard
Zaíra | Sheila Matos
Estela | Janaina Azevedo
Cacetão | Édio Nunes
Xulé | Pedro Lima
Ficha técnica
Músicos:
Piano| Maíra Freitas
Baixo | Jorge Oscar
Percussão | Julio Braga
Bateria e Percussão | Roberto Kauffmann
Cenário: Nello Marrese
Iluminação e Operação de luz:
Luiz Paulo Nenen
Figurino: Natália Lana
Projeto de sonorização
e Operação de som: Branco
Coreografia: Édio Nunes
Preparação vocal: Pedro Lima
Programação visual: Mauro Ventura,
André Castro e Chris Baroncini
Fotos: Paula Kossatz
Diretora assistente: Rafaela Amado
Coreógrafa assistente: Mareliz Rodrigues
Assistente de direção: Fabricio Belsoff
Assistente de direção musical:
João Bittencourt
Diretor de cena: Dom
Produção executiva: Gabriela Mendonça
Gerenciamento de projetos: Paula Salles
Direção de produção: Maria Siman
Realização: Izabella Bicalho
e Primeira Página Produções Culturais
SINOPSE
Em um conjunto residencial
chamado Vila do Meio-Dia, localizado dentro de uma favela, nos subúrbios
de uma grande cidade brasileira, mora Joana, uma mulher corajosa
e batalhadora, abandonada pelo marido Jasão, que a trocou
por uma menina muito mais jovem e rica. A peça começa
com os vizinhos discutindo a situação de Joana e sua
sorte infeliz. Alguns são a favor de Jasão, mas a
maioria está indignada com suas atitudes e demonstram preocupação
com o desespero e angústia da protagonista, discutindo sobre
o que fazer para tirar Joana daquele sofrimento.
Jasão agora mora na casa do novo sogro Creonte e desfruta
seu romance com a jovem Alma e do sucesso do seu samba Gota D’água,
que toca em todas as rádios da cidade – “Deixe
em paz meu coração, que ele é um pote até
aqui de mágoa, e qualquer desatenção, faça
não, pode ser a gota d’água...”
A mando de Creonte, Jasão vai a Vila falar com mestre Egeu
sobre as prestações atrasadas e avisar que Joana será
expulsa da vila. Jasão discute com mestre Egeu sobre a questão
e este o alerta sobre a situação lamentável
de Joana e seus filhos. Joana, em dialogo com as comadres, revela
seu desespero insano, deixando as vizinhas alarmadas.
A angústia e desespero de Joana, causados pela enorme dor
da traição, evoluem ao longo da peça até
culminarem no trágico final. Joana manda chamar Jasão
e, dissimuladamente, pede perdão pelos seus excessos e envia,
pelas mãos dos filhos, alguns salgados para a festa da jovem
noiva. Mas Creonte, desconfiado de que havia algo de estranho naquela
atitude, envia as crianças e os salgados envenenados de volta.
Quando elas chegam em casa, começam os prenúncios
da catástrofe que se abaterá sobre seu lar, alternando
entre a consciência da mãe abandonada e a insanidade
da mulher traída, que não se quer ver vencida, Joana
articula seu fatídico plano de vingança:
– “Olhando eles assim, sem sofrimento, imóveis,
sorrindo até, flutuando, olhando eles assim, fiquei pensando:
podem acordar a qualquer momento. Se eles acordam, minha vida assim
do jeito que ela está destrambelhada, sem pai, sem pão,
a casa revirada, se eles acordam, vão olhar pra mim. Vão
olhar pro mundo sem entender. Vão perder a infância,
o sonho e o sorriso pro resto da vida... Ouçam, eu preciso
de vocês e vocês vão compreender: duas crianças
cresceram pra nada, pra levar bofetada pelo mundo, melhor é
ficar num sono profundo com a inocência assim cristalizada.
”
– “A Creonte, à filha, a Jasão e companhia,
vou deixar esse presente de casamento. Eu transfiro pra vocês
a nossa agonia porque, meu Pai, eu compreendi que o sofrimento de
conviver com a tragédia todo dia é pior que a morte
por envenenamento.”
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Revista Veja Rio - 20/08/08 |
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DESTAQUES DA CRÍTICA ESPECIALIZADA
"Medeia
e as canções compostas por Chico tornam
este texto uma obra prima, não apenas atual, mas
de conteúdo artístico fundamental que exalta
nossa cultura”.
Yan Mischalsk
“Coube a Izabella Bicalho
a dura tarefa de incorporar Joana, a protagonista. Ela
também dá conta do recado. Canta bem e emociona
com sua atuação.”
Crítica
da Veja
“Em 1975, Chico
Buarque em parceria com outro grande artista, Paulo Pontes,
escreveu um texto que se tornaria um clássico nacional.
O resultado deste trabalho foi o espetáculo Gota
D’água, um musical estrelado por Bibi Ferreira,
que conquistou críticos e público, marcando
época no teatro brasileiro. “Coube a Izabella
Bicalho a dura tarefa de incorporar Joana, a protagonista.
Ela canta bem e emociona com sua atuação.”
Crítica
da Veja
“Gota D’água”:
Dolorido e bonito de se ver e ouvir. Conduzir é
a palavra perfeita para João Fonseca: seu elenco,
encabeçado por uma eletrizante Izabella Bicalho
como Joana, se atira com fervor às marcações
muito bem adequadas ao cenário funcional de Nello
Marrese. Essa montagem de “Gota d’Água’
emociona, é quente e atrai, na platéia,
a identificação de quem já sofreu
das dores de amor. No elenco, um extravagante Thelmo Fernandes
diverte nos números musicais na pele de Creonte.
A sede de vingança de Joana contra o ex-marido
é catártica, e é com a mesma fúria
que Izabella interpreta parte das canções.
É dolorido, bonito de se ver e ouvir, até
o desfecho da festa. A gota d’água.”
Crítica
O Dia
“Um espetáculo
sem qualquer desatenção.”
“Gota d´água: Montagem confere vigor
ao clássico, Comovente e Vibrante ao mesmo tempo.
Um espetáculo que entende e traduz à risca
o sentido da expressão gota d´água.
Hoje, a parte política soa um tanto ingênua,
esquemática. E é aí que o vigor dessa
montagem mostra seu valor. Com coreografias fortes, figurinos
espertos e um cenário que, além de belíssimo,
é funcional (a cargo de Nello Marrese), Fonseca
cria um verdadeiro musical – em suma, um espetáculo
pulsante e, sim, atual.”
Crítica
O GLOBO
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