Primeira Página | Agosto

Agosto


  • 16 out


  • admin

Beverly e Violet Weston vivem sós em uma casa de campo escura e quase abandonada, no interior de Oklahoma. Beverly já foi um poeta premiado e querido em sua comunidade, mas agora sua única amiga é a bebida. Sua esposa, Violet, sofre de câncer e é viciada em calmantes. Johnna, uma jovem cheyenne, é contratada por Beverly para cuidar da casa e auxiliar o alquebrado casal. Beverly desaparece. Não é a primeira vez que isso acontece, seus “sumiços” são uma constante na história daquele casamento conturbado Mattie Fae, irmã mais nova de Violet, chega à casa acompanhada do marido Charlie. As outras duas filhas de Violet, Barbara e Karen, estão a caminho. O xerife avisa que o barco de Beverly sumiu, todos começam a se preparar para o pior. Barbara chega, acompanhada do marido Bill e da filha Jean. Karen chega acompanhada do noivo. Na alta madrugada, o xerife vai pessoalmente até a casa dos Weston trazendo a má notícia. Beverly está morto. A causa oficial é afogamento, mas todos ali desconfiam da causa real. No jantar, após o funeral, Violet ataca, humilha e expõe, sistematicamente, todos os membros da família. Barbara reage, apontando a dependência da mãe e o jantar termina com uma luta física entre mãe e filha. Barbara, vitoriosa, manda recolher todos os comprimidos de Violet e assume o comando da casa. Segredos de família são revelados num final surpreendente.


  • As três irmãs de oklahoma

    “Eu posso confessar a coisa horrível que fica flutuando na minha cabeça, que eu não consigo me livrar?

    Eu queria que meu pai estivesse aqui e minha mãe que tivesse sumido.” Barbara Fordham, Ato I cena 1.

    Tracy Letts, nascido em Tulsa, Oklahoma, um dos maiores autores norte-americanos vivos, escreveu uma peça sobre o inconfessável, sobre o que fica entalado na garganta e sufoca. Conta de uma família desconectada, desfeita, cujos membros insistiram na união o quanto puderam, da forma que puderam, mas que chega finalmente ao limite da desistência. Não há mais o que remendar, nem como remendar, remendos em cima de remendos, o que resta é aguardar a desintegração, lenta e sufocante com o ar do meio-oeste dos Estados Unidos. Classificada como drama familiar por alguns, dark comedy por outros, AGOSTO não é uma obra fácil de se rotular. Esta “revisita” de Letts a sua terra natal atravessa múltiplos gêneros e evoca várias alegorias. A mais marcante talvez seja a alegria das “três irmãs”, como as de Tcheckov, as de Shakespeare (não por acaso, a última incursão de Letts na dramaturgia foi uma releitura do clássico russo). As semelhança de Tcheckov, as três irmãs e Letts busca um lar. Não onde foram criadas, nem mesmo o lar que construíram, ou tentaram construir. Um lar idealizado, uma esperança infinitamente distante. Buscam o incalçavel, tecer as teias do destino, como fazem as três bruxas de Macbeth. O texto de Letts descontrói a própria noção de “família”, ao ponto de ser chamada por Ivy, a irmã do meio, a mais centrada, a mais simpática, a que ficou em casa para cuidar dos pais, de “combinação aleatória de células”. Violet, a mãe, a matriarca, nossa Hécate, se quisermos continuar  referenciando o bardo inglês, é a fonte de onde jorra tanta amargura. Uma mulher implacável, demasiadamente humana, que herdou a crueldade de sua própria mãe e agora transfere para suas filhas, em doses homeopáticas. Como sabem bem as três parcas de Shakespeare, não importa o tempo que se leva nem o que se faz – o destino já foi traçado.  Se o destino das personagens é inevitavelmente trágico, isso não faz de AGOSTO uma tragédia. Letts, com toda a desenvoltura que cabe aos grandes escribas, flerta com o melodrama, a comédia de costumes, a comédia de situações e até permite momentos autênticos de vaudeville, sem com isso perder, por uma linha sequer, a unidade e coerência terna da sua obra. Apesar de se tratar de um texto denso, forte, com todos os traços que fazem dos clássicos clássicos, há uma certa descontração em AGOSTO, uma adivertida recusa em levar-se demasiado a sério, uma tendência a nos passar “rasteiras” cômicas justamente nos momentos que achamos que não há mais espaço para o riso. Talvez seja justamente daí que venha sua força de clássico moderno. Talvez seja justamente daí que venha o desafio de classificá-lo.

    Guilherme Siman, Tradutor de August: OsageCounty

  • Texto –  Tracy Letts

    Tradução – Guilherme Siman

    Direção – Christiane Jathay

    Direção de Produção – Maria Siman

     

    Elenco:

    Marieta Severo

    Camila Morgado

    Guida Vianna

    Pablo Sanábio

    Debora Lamm

    Mario Borges

    Bela Camero

    e mais 5 atores

     

    Iluminação –  Renato Machado

    Cenários –  Marcelo Lipiani

    Figurinos –  Antonio Medeiros

    Trilha Sonora – Ricco Vianna

    Corpo/Movimento – Dani Lima

    Programação visual – Victor Hugo

    Realização – Primeira Página Produções Culturais


  • August: Osage County é vencedor do Prêmio Pulitzer na categoria melhor drama e Prêmio Tony na categoria melhor texto.
    Contundente e emocionante história sobre conflitos familiares, a peça inspirou o filme “Álbum de Família” protagonizado por Meryl Streep e Julia Roberts.

  • PREVISÃO DE ESTREIA NACIONAL – AGOSTO DE 2016 no TEATRO

    CARLOS GOMES – RIO DE JANEIRO

    TEMPORADA SÃO PAULO: OUTUBRO E NOVEMBRO DE 2016 no TEATRO PORTO SEGURO