Primeira Página | A Peça do Casamento

A Peça do Casamento


  • 30 mar


  • admin

banner_279x334Guida Vianna e Dudu Sandroni encenam “A peça do casamento”, uma instigante comédia sob direção de Pedro Brício a partir de 05 de abril no teatro Laura Alvim

Escrita em 1987, pelo mais célebre dramaturgo norte-americano vivo, Edward Albee, ‘A peça do casamento’ é montada pela primeira vez no Brasil, na Casa de Cultura Laura Alvim, em temporada de 5 de abril a 27 de maio de 2012. O patrocínio é da Eletrobras.Com direção de Pedro Brício, Guida Vianna e Dudu Sandroni interpretam Gillian e Jack, casados há 30 anos, no momento que o marido avisa à mulher que a está abandonando. O que se segue é um duelo conjugal, em que velhas feridas são reabertas, infidelidades são ressuscitadas, chegando à luta física entre o casal, embora a disputa seja, sobretudo, intelectual, com humor e ironia.

Albee sugere que o casamento é uma zona de guerra, em que não há vencedores, mas combatentes mutuamente esgotados.

 

 

 

  • Em uma certa tarde, Jack chega mais cedo do trabalho e surpreende Gillian com a notícia de que vai deixá-la. Ela quase não responde, pois está ocupada lendo o diário que escreve sobre a vida sexual do casal. Como Gillian não reage como Jack esperava, ele sai e volta, repetindo a cena anterior mais duas vezes.

    Albee situa uma peça dentro de uma peça, para comentar a teatralidade do casamento e acentuar o fato de que o espectador está assistindo à história de um casal casado afetado e melodramático.

    “A peça do casamento” tem tradução de Marcos Ribas de Faria, cenário de Aurora dos Campos, figurino de Rita Murtinho, desenho de luz de Thomas Ribas, trilha sonora de Lucas Marcier e direção de produção de Maria Siman | Primeira Página.


  • Edward Albee
    [Washington, 1928-]

    Autor de sucessos teatrais internacionais como “Zoo story” [1958], “Quem tem medo de Virginia Woolf?” [1962], “A cabra ou quem é Sylvia?” [2002], Edward Albee ganhou o prêmio Pulitzer por  “Equilíbrio distante” [1967], “Seascape” [1974] e “Três mulheres altas” [1991], e o Tony pelo conjunto da obra em 2005.

    Em outubro próximo, “Quem tem medo de Virginia Woolf” será montada, na Broadway, em comemoração aos 50 anos de sua primeira encenação nos EUA.


  • Pedro Brício

    Diretor, ator e premiado dramaturgo da nova geração, Pedro Brício ganhou o Shell 2005 de melhor autor por “A Incrível Confeitaria do Senhor Pellica” e o Prêmio Contigo 2009 também de melhor autor por “Cine – Teatro limite”. Assinou a direção de “Fim de partida”, de Samuel Beckett; “Acqua Toffana”, de Patícia Melo; “O caderno rosa de Lori Lamby”, de Hilda Hilst, “Modéstia”, de Rafael Spregelburd, entre outras.

    Como ator foi dirigido por Felipe Hirsch, Enrique Diaz, Christiane Jatahy, Ana Kfouri, Gilberto Gawronski, Bia Lessa e João Falcão.

    Na TV Globo, participou de novelas e minisséries, como “Beleza pura”, “Pé na jaca”, “América”, “Desejos de mulher”, “Andando nas nuvens”, “Labirinto” e “Hilda Furacão”

    Brício é graduado em Cinema pela Universidade Federal Fluminense e Mestre em Teatro pela Uni-Rio. Estudou na Desmond Jones School of Mime e École Philippe Gaulier, em Londres, e na Scuola Internazionale dell’Attore Comico, na Itália. Lecionou mímica e teatro físico na Casa de Artes de Laranjeiras.


  • Guida Vianna

    Ganhadora do Shell 2004 de melhor atriz por “Nada de pânico”, Guida Vianna coleciona indicações aos principais prêmios nacionais desde o início de sua carreira no teatro, nos anos 80. Ela se formou em Jornalismo na PUC Rio para, em seguida, cursar teatro no Tablado, onde dá aula de improvisação, tendo dirigido mais de 20 espetáculos com seus alunos.

    Guida atuou em sete novelas, quatro minisséries, na TV Globo, e sete filmes. Foi redatora da revista Cadernos de Teatro durante 15 anos.

    Entre as peças das quais participou como atriz e diretora-assistente, estão “Dona Otília e outras histórias”, “Gloriosa”, “Fim de jogo”, A mulher desiludida”, “Duas x Pinter”, “Mais perto”, “Gata em teto de zinco quente”, “Roberto Zucco”, “Torre de babel”, “La ronde”, “Lamartine para inglêz ver”,

    “As you like it”, “Poleiro dos anjos” e “Ato cultural”, sob direção de diretores importantes como Ítalo Rossi, Ulysses Cruz, Hector Babenco, Moacyr Góes, Gabriel Villela, Aderbal Freire-Filho, Naum Alves de Souza, Gilberto Gawronski, Pedro Brício, Enrique Diaz e Buza Ferraz. Atualmente participa da novela Fina Estampa, da Rede Globo.

  • Dudu Sandroni

    Em 25 anos de carreira, Dudu Sandroni fundou o Grupo Fodidos Privilegiados, dirigido por Antonio Abujamra e foi coordenador artístico do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, dirigido por Aderbal Freire-Filho. Recebeu o Prêmio Mambembe 1988 de melhor diretor e o Mambembe 1998 de personalidade, e  o Prêmio CBTIJ [Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude] 2005 de melhor diretor.

    Em 2003, foi produtor e diretor-assistente de “O que diz Molero”, de Aderbal Freire-Filho. Em 2005, dirigiu “Os diferentes”, baseado na obra de Carlos Drummond de Andrade, com o Grupo Hombu. Em 2007, produziu e dirigiu “Rasga coração”, de Oduvaldo Vianna Filho, que lhe valeu a indicação ao Prêmio Shell e Contigo de melhor diretor daquele ano. Em 2009, dirigiu “Linha reta linha curva”, de Machado de Assis, no casarão do Instituto Cultural Austregésilo de Athayde, onde morou seu avô (Austregésilo de Athayde).

    Dudu Sandroni tem uma história como elaborador de políticas públicas para o setor  e gestor cultural do Teatro Carlos Gomes, Ziembinski e Gonzaguinha. Como ator, participou, entre outros,  dos musicais “A noviça rebelde” , “Gypsy” e “ Um violinista no telhado”, da dupla Moeller e Botelho, de “A ratoeira”, dirigido por João Fonseca, e, como diretor, em “A agonia do rei”.